A volta dos falsos mágicos com suas prodigiosas varinhas

Por Oswaldo Osny Squinca

Desculpem-me os mágicos de verdade que fazem coisas prodigiosas, distraindo e assombrando as pessoas que não conseguem perceber os muitos truques que são utilizados com maestria.

Os falsos mágicos estão mais para bruxos e bruxas más que, usando máscaras de anjos salvadores da Pátria, se infiltram no meio do povo, e então começa a profusão de abraços, beijos, apertos de mão, carinhos nas crianças, acenos para os mais distantes, selfies e mais selfies, sempre com o sorriso aberto, e vão fazendo um tsunami de promessas, as mesmas de todas as campanhas eleitorais, que logo serão esquecidas e jamais realizadas. O interessante é que eles conhecem todos os problemas que a Nação tem, mas, estando na política há tanto tempo, não fizeram nada para resolvê-los nos próprios Estados.

Para aclarar a mente de quem estiver lendo, dou uma amostra de alguns dos muitos problemas que assolam nosso Brasil: escolas caindo aos pedaços, merenda escolar de péssima qualidade, professores mal pagos, hospitais e postos de saúde desequipados, falta de funcionários responsáveis e outros invisíveis (batem o ponto e desaparecem); as verbas destinadas pelo governo federal são desviadas, remédios para ajudar os mais necessitados são surrupiados, falta de uma fiscalização honesta, estradas mal conservadas, pedágios caríssimos, provavelmente administrados por “laranjas” de alguns políticos; a segurança não existe para os pobres, ela está toda voltada para a proteção dos políticos, empresários e dos prédios que compõem a área administrativa e outros de valor histórico; temos,  também, problemas nas áreas dos esportes, da agricultura e da habitação e milhões de desempregados.

Então, os bruxos e bruxas disfarçados em anjos salvadores saem em passeatas, com um bando de asseclas e guarda-costas, por esse imenso Brasil, alardeando tudo o que pretendem fazer: emprego para mais de treze milhões de brasileiros, moradias para os sem teto, novas escolas e reforma das velhas, mais estradas transitáveis, mais segurança para as pessoas, mais verbas para a agricultura, mais investimentos nos esportes, construção de milhares de creches, mais escolas técnicas et cetera. Eles confiam nas suas poderosas varinhas, como se tudo pudesse ser resolvido num passe de mágica. Durante a campanha é só conversa fiada, eles não podem usar a varinha, e após a eleição eles percebem que elas são totalmente inúteis na solução dos problemas do País, e isso não tem mais importância, porque os próprios salários e as mordomias já estão garantidos por mais quatro anos, às nossas custas.

Mais de quinhentos anos de roubalheira e o povo brasileiro ainda continua sendo o responsável por esse descalabro; pessoas interesseiras acompanham os candidatos nessas passeatas, a troco de algum cargo ou migalhas que receberão pela ajuda, isso se receberem; talvez o pagamento seja em forma de banana, (não a fruta, mas o gesto). A população acaba pagando pela idiotice desses elementos.

Os políticos se vangloriam, dizendo à boca cheia, que foram eleitos pelo povo, e que “a voz do povo é soberana”; porém se esquecem de que é para trabalhar para o povo, para a nação e não em causa própria. E, zombando de todos nós, como se fossemos palhaços, eles “riem à bandeiras despregadas”.

A melhor imagem do Brasil: Um imenso picadeiro, o povo fantasiado de palhaço e os políticos, como plateia, rindo às nossas custas. Que respeito poderemos exigir dos povos dos outros países?

Se você está satisfeito com essa situação, então continue assim, sendo desmoralizado cada vez mais; caso contrário, use muito bem o seu direito ao voto – no Brasil ele é obrigatório. E dentro do seu direito, você pode anular o voto, não reelegendo nenhum dos candidatos, desde deputados até presidentes. Não votem em branco porque ele conta pontos para os partidos; hoje eles brigam, depois se abraçam para continuarem “mamando nas tetas do governo”, em troca de apoio e outras coisas que tais.

Os índices de aprovação de alguns candidatos, nas prévias realizadas, começam a despencar fragorosamente, instalando o pânico entre os concorrentes. Em vez de mostrar qualidades e argumentos positivos, eles partem para o ataque aos outros candidatos e seus partidos. Começam a jogar merda no ventilador, mas se esquecem que ela pode espirrar neles mesmo; e então tudo ira feder muito mais.

Será que teremos, novamente, um representante nosso (uma vez que somos palhaços) lá na plateia?

Pelo menos nos restará o consolo de termos alguém de quem rir. A eleição se aproxima; vejo o cenário escuro e perigoso. SÓ DEUS PODERÁ NOS LIVRAR DESSA CATÁSTROFE QUE VIRÁ!

 

 

 

 

 

 

 

Vinícius Mesquita
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Um ser errante. Formado em Jornalismo, fã de rock 'n' roll e viciado em futebol. A loucura é a única forma de permanecer-se são.

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