Editorial: a hora da verdade

Pelo avanço da internet, a disseminação de ideias e ideais se capilarizou muito fácil mas, o problema é que com ele veio também a expansão do ódio. O campo político espelha muito bem esse problema. Discursos polarizados e paixões aflorecidas fizeram da política brasileira um ringue de luta, agora não mais ideológica, mas física também.

Na noite de ontem, no centro do Rio de Janeiro, Marielle Franco, 38, vereadora pelo PSOL há dois anos, foi assassinada junto de Anderson Pedro, motorista do carro.  As informações preliminares da polícia indicam execução.

Marielle era socióloga, mestre pela UFF e ativista dos Direitos Humanos. Suas pautas na câmara do Rio de Janeiro sempre tinham como fundo os direitos e a dignidade da pessoa humana. Desde fevereiro deste ano, a vereadora ingressou como relatora da comissão de deputados que acompanha o trabalho dos militares no RJ.

Em entrevista à BBC, o deputado federal do PSOL, Chico Alencar afirmou “ela não estava sob ameaça, mas incomodava muito policiais truculentos e milicianos”.

Toda e qualquer forma de violência, seja física, ideológica, raça, cor ou política deve ser repudiada e investigada. Especialmente por ser ano de eleição, estes atos não devem ter um olhar de parcimônia, mas sim de alerta e preocupação.

 

Em Goiânia foi convocado um ato chamado  Marielle Franco PRESENTE! Marcha contra o genocídio negro  para a tarde de sexta-feira (16) na Praça Cívica

 

 

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