Elza Soares a mulher do fim do mundo

Pra mim “A Mulher do fim do mundo” era o melhor álbum lançado em 2015, mas aí eu tive a oportunidade de ver o show. E que show!

A começar pelo formato, como estão dispostas as pessoas no palco. Elza está soberana acima de todos, mesmo debilitada, pelo tempo e pela vida, sentada, ali diante do público se mostra como uma verdadeira rainha. Ostentando seu balck power como uma coroa, trazendo a tona à semântica desse trabalho conceitual. As faixas desse trabalho são extremamente densas, sociais e trazem um assunto em comum, a violência, violência contra as mulheres; os pobres; transgêneros e os negros.

Apesar da temática pesada, com arranjos de samba com uma pegada de rock bem distorcido, não é um show triste, de lamento ou de resignação, mas sim uma ode a resistência. Uma ilustração do Brasil atual, violento, preconceituoso e desigual, mas repleto de pessoas e principalmente de mulheres fortes que mesmo com todas as pancadas, literais ou não, que levam seguem de cabeça erguida, resistindo e lutando para mudar a realidade.

Ela mostra que sabe muito bem que seu microfone e sua voz são armas e por isso chegamos a um dos pontos altos com ela cantando com muita vontade que é ela a mulher do fim do mundo e que vai cantar até o fim.

Mas sem dúvidas o ápice do show é quando Elza convoca todas as mulheres presentes a entoarem como um mantra “você vai se arrepender de levantar a mão pra mim”.

A Mulher do fim do mundo é uma representação da frase “empodere duas mulheres” ela o faz, e muito bem.

About Deryk santana 31 Articles
Gestor Cultural, Educador, Turismólogo e criador do Goianidades.

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