MUTH 30 ANOS DE CARREIRA: MÚLTIPLO! MÍSTICO!

Escrever sobre Muth Lopes é também alinhavar os retalhos que compõem a recente história da moderna música popular anapolina, goiana e brasileira. É falar da capacidade e completude de um artista que consegue ser erudito e popular, clássico e alternativo, refinado e pop ao mesmo tempo.

 

Muth completa 30 anos de carreira colocando seu nome no olimpo dos grandes artistas anapolinos, rememorando uma história de parcerias marcantes, de influencias diretas e de toda a versatilidade de um talento que pertence ao panteão da arte e da cultura da terra de Santana das Antas.  Em 2018 esse artista versátil e carismático comemora três décadas de processo criativo intenso, composições, shows, lançamento de cds e apresentações. Muth é múltiplo e místico, inventivo e minimalista, para a alegria de deuses e mortais.

Muth (Helmuth Mendonça Lopes) é músico, compositor e professor de violão com ênfase em harmonia. Iniciou os seus estudos em música aos 10 anos de idade e, mais tarde, especializa-se em harmonia com o mestre Gamela — adaptador do método Chord Melody à música brasileira, teve uma convivência amistosa e proveitosa artisticamente por mais de 30 anos com o Mestre Gamela, período no qual pôde absorver muito do estilo e das ideias filosóficas e didáticas dele, sendo que, foi brindado com a tarefa de fazer todos os arranjos que ficaram para ser publicados postumamente, já que, em vida, Mestre Gamela publicou três livros de arranjos, que são muito requisitados entre os músicos de violão.  Depois da morte do Mestre Gamela, recebeu honrosamente todo o acervo dele, com fotos, discos, livros didáticos, reportagens, matérias e muitos itens de interesse de todos os que amam a boa música. O artista desenvolveu estudos também com o maestro Orestes Farinello.

Entre 2005 e 2010 atua como professor de violão do projeto CLAI (Centro Livre de Artes Integradas), período em que divide palco com músicos como o baixista Bororó, o baterista Paulo Rosbak, mestre Gamela e outros. Durante o mesmo período, cria também o projeto Canto da Matinha, proporcionando música instrumental nos parques públicos de Anápolis.

Muth participou duas vezes de apresentações no Clube do Choro de Brasília, sendo que numa dos espetáculos, o homenageado foi exatamente o Mestre Gamela. Participou do Festival Internacional da Canção, em Pirenópolis; de festivais de verão com foco na música instrumental em Belo Horizonte e Campo Grande.

O músico lançou um CD de músicas instrumentais, intitulado “Muth Instrumental”, o qual conta com a participação baixista Bororó, do pianista Cristovão Bastos e do baterista Jurim Moreira, num time de grandes músicos. Inspirado nas mais diversas paisagens brasileiras, ele apresenta ao público uma viagem musical pelo país. As canções, cujos nomes remetem às paisagens, traduzem em sonoridade os variados cenários presentes na vida de cada brasileiro, através de uma pequena orquestra, composta pelo próprio compositor e violonista, que conta com metais, cordas e ritmos.

Com 30 anos como professor de Música de Anápolis Maestro Antônio Branco, Muth já trabalhou em inúmeros projetos culturais e festivais de bandas como Cio da terra, Os Caras de Palco entre outros. Muth concedeu à cantora Elisa Canuto uma de suas composições,”Uma semana sem você”, a qual é destaque no seu CD, produzido por Bororó. Em outro trabalho mais recente, Muth cedeu duas outras composições instrumentais – “Caminhos do Brasil” e “Matinha” – ao instrumentista Manassés Aragão, cujo disco também foi produzido por Bororó, contando com participação de Cristóvão Bastos, Jurim Moreira, Marçal e Zé Nogueira. A composição “Caminhos do Brasil” foi premiada no festival ARPUB categoria música instrumental.

Foi coordenador do Projeto Cultura para Todos, linguagem violão, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Anápolis; desenvolvendo trabalhos de composição instrumental, e integrou o grupo de Câmara da escola de música de Anápolis, onde também é professor.

( Fonte: Texto de Marcos Carvalho, composto com biografias do autor disponíveis na internet e entrevista cedida à pesquisa “Mapeamento Cultural de Anápolis”, em abril de 2011.)

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