O nada antes e o nada depois. As contribuições de Stephen Hawking

Stephen Hawking - April 12, 2016. REUTERS/Lucas Jackson

Se popularizou entre os leigos e aspirantes da ciência por tentar responder à uma questão que um dia já afligiu quase todo ser humano:  de onde viemos?

O britânico que já ganhou reproduções no cinema, quadrinhos, filmes e artes plásticas, se consagra como um dos cientistas mais famosos que a modernidade conhece. Stephen Hawking à sua maneira fez seu nome no campo científico e ganhou um espaço de respeito galgado por quase todos os que dedicam a vida a ciência.

Aos 76 anos, o professor Hawking adorava a chance que tinha de aparecer na mídia para mexer com o interesse público sobre ciência. Professor emérito, pesquisador e cosmólogo, Hawking é também é autor de mais de 40 livros, que buscavam facilitar a compreensão do público para os estudos da física, sempre prezando pela busca do campo do desconhecido e na obtenção de novos conhecimentos. Ao odiar e negar as coincidências, Hawking nasceu coincidentemente no aniversário da morte de 300 anos de Galileu, e morreu no dia exato do nascimento de Albert Einstein, 14 de março.

Ao lado de Carl Sagan, Tyson, Dawkins e Asimov, o físico se tornou um dos mais influentes divulgadores científicos do século, tendo até um filme para contar parte de sua história, lançado no fim de 2014.

 

REUTERS/Charles W Luzier

Ele parte sem deixar uma resposta para o que se propôs responder. Nesta quinta passada (8), durante uma entrevista com Neil Tyson ao programa StarTalk, o físico respondeu a pergunta “o que há antes do Big Bang”. Hoje, seis dias depois da entrevista, ele falece com a mesma resposta que, ao mesmo tempo é conclusiva, mas também nos assolará: “nada”.

Andre Barbosa
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Jornalista, músico e palpiteiro político-econômico. Estudante-pesquisador de direitos humanos, gênero e marcadores sociais.

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