Procissão do Fogaréu encena perseguição a Cristo em Goiás Velho

É quarta-feira da Semana Santa, 23h59. Dentro de um minuto, as luzes do centro histórico vão se apagar. Tochas são acesas por 40 homens encapuzados que seguem pelas ruas da cidade de Goiás (GO), entoando músicas sacras em busca de Jesus Cristo. Tem início a Procissão do Fogaréu.

Tradição em Goiás desde 1745, o ritual na antiga capital do estado simboliza a procura e a prisão de Cristo e se tornou o principal evento da Semana Santa na cidade. O evento começa precisamente às 0h da quinta-feira santa. A concentração dos participantes é na noite de quarta-feira, em frente à Igreja Nossa Senhora da Boa Morte.

O caráter medieval da procissão, combinado com o calçamento de pedra e a arquitetura colonial da cidade, considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, sempre atraiu turistas.

Os homens de capuz, personagens principais do Fogaréu, vestem túnicas reluzentes de cores vibrantes e representam os soldados romanos que perseguiram Jesus. São os farricocos, função muito prestigiada na região. Existe uma longa lista de espera para ocupar uma das 40 vagas, pois o cargo é vitalício.

Partindo da Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, a procissão segue cadenciada pelo ritmo dos tambores. A primeira parada é na Igreja do Rosário, que representa o local da Última Ceia. O grupo segue para a Igreja de São Francisco de Paula, que faz o papel do Monte das Oliveiras, local onde Cristo foi preso. Ao som do clarim, surge o estandarte com a imagem de Jesus, carregado pelo único farricoco vestido de branco, simbolizando a sua captura. O Bispo de Goiás encerra a cerimônia.

Procissão do Fogaréu é realizada à meia-noite da Quinta-feira Santa; é preciso estar na cidade de Goiás na quarta-feira à noite para assisti-la.

Os farricocos – moradores da cidade que se vestem com capuzes de seda coloridos – saem descalços, e às pressas, pelas ruas da cidade histórica, encenando a busca dos soldados romanos por Jesus

Encapuzados e vestidos com túnicas de cores vibrantes, os farricocos representam os soldados romanos que prenderam Jesus Cristo. Milhares de pessoas os acompanham na Procissão do Fogaréu, durante a Semana Santa em Goiás (GO)

Os farricocos tomam as ruas de Goiás portando tochas que iluminam a cidade histórica e encenam a perseguição a Jesus Cristo.

A Procissão do Fogaréu é o principal evento da Semana Santa de Goiás (GO), antiga capital do estado, e atrai milhares de pessoas que lotam as ruas da cidade.

Turistas e moradores carregam tochas durante a Procissão do Fogaréu, na celebração da Semana Santa em Goiás (GO); à meia-noite de quarta para quinta-feira, as luzes públicas da cidade se apagam e a procissão percorre rapidamente as principais ruas do centro histórico.

O farricoco de túnica branca é o responsável por carregar o estandarte de Jesus, quando ele é achado. Procissão do Fogaréu, durante a Semana Santa em Goiás (GO)

O farricoco vestido de branco carrega o estandarte com a figura de Jesus, simbolizando a sua captura, no Monte das Oliveiras – a parada final da procissão. Vale a pena ficar na cidade até o domingo de Páscoa: todo dia há procissões emocionantes, que percorrem o centro histórico de Goiás.

No decorrer do percurso, a procissão segue a batida dos surdos, que aceleram o ritmo da caminhada dos farricocos. Em alguns momentos, eles realmente correm, o que transmite a sensação de uma real perseguição.

Depois de percorrerem, ao som do surdo e a passos acelerados, uma das principais ruas históricas de Goiás, os farricocos param em frente à Igreja do Rosário, onde encontram a mesa da última ceia, mas sem os integrantes. Juntos, os 40 participantes de túnica continuam a correr pela cidade, em busca de Jesus.

Na madrugada de quarta para quinta-feira, na Semana Santa, 40 farricocos saem descalços pelas ruas usando vestimentas de seda coloridas, inspiradas nas procissões da Espanha e de Portugal dos séculos 17 e 18.

As vestimentas de seda colorida são inspiradas em rituais católicos de encenação da Paixão de Cristo na Espanha e em Portugal, nos séculos 17 e 18.

Turistas e moradores da cidade recebem 300 tochas e podem acompanhar a procissão atrás dos farricocos; o melhor é reservar a tarefa árdua de carregar a tocha aos que têm mais fôlego: é preciso correr por ruas de calçamento de pedra, no escuro.

 

Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/

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